sexta-feira, 12 de junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Minha nona

A minha nona (vó pra quem não sabe), morreu quando eu tinha nove anos. Ela nunca foi pra escola, não sabia ler e nem escrever, não conheceu internet, e pelo que eu me lembre nem telefone ela teve, ela não viajou para a Europa, e não falava 5 idiomas. Ao invés de guardar na memória teorias que se aprendem na vida escolar, fórmulas, cálculos ou regras da língua portuguesa, ela guardava orações, histórias pra me contar antes de dormir e canções. Ela me ensinou a respeitar os mais velhos, a rezar antes de dormir e que a casca queimada do pão de forma deixava as meninas mais bonitas, então tinha que comer e não podia jogar fora. 

 

Mas o que me impressiona e motivo pelo qual comecei a escrever esse texto, é o fato de que ela, sem ter nenhuma instrução tomava banho de cinco minutos, lavava seu cabelo numa tigela com água quente e não no chuveiro, ela guardava comida em potes de margarina doriana e re-re-reutiliza eles quantas vezes fosse preciso. Ela regava as flores do quintal com balde e não com mangueira. Ela plantava frutas, verduras e adorava mamão. Ela nunca teve carro. Ela tinha uma sacola de plástico e quando ia ao mercado levava junto para colocar as compras dentro. Ela dormia cedo e apagava as luzes da casa cedo, ela usava coador de pano pra fazer café, ela nunca jogava comida fora, dizia que era pecado. Ela só comprava o que era necessário. Ela chamava minha atenção "Emelí, desliga a TV se você não está mais assistindo", "Emelí, volte e apague a luz do seu quarto que está acessa", "Porque você demora tanto pra tomar banho?". 

 

Ela fazia tudo, tudo o que hoje as pessoas estão reaprendendo a fazer, tudo o que hoje publicam em revistas sobre "como salvar o planeta". Ela fazia o que hoje está lá no site do greenpeace sobre de dicas de como economizar energia elétrica ou reutilizar embalagens plásticas por exemplo. Ela fazia tudo que pessoas hoje formadas, informadas, viajadas, inteligentes, espertas, cultas, não fazem! Sim, ela era ecologicamente correta sem nunca sequer ter ouvido falar sobre aquecimento global. Aí eu me pergunto: Cadê a tal a evolução humana?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Boa tarde!!

Preguiça de escrever algo, então vai uma foto de uma família bonita. haha











terça-feira, 2 de junho de 2009

Friooooo...

Muito frio nessa Joinville! Mas eu confesso que adoro.

Vai um chocolate quente aí?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

VOLVER



Yo adivino el parpadeo

De las luces que a lo lejos

Van marcando mi retorno...

Son las mismas que alumbraron

Con sus palidos reflejosHondas horas de dolor..


Y aunque no quise el regreso,

Siempre se vuelve al primer amor..

La vieja calle donde el eco dijo

Tuya es su vida, tuyo es su querer,

Bajo el burlon mirar de las estrellas

Que con indiferencia hoy me ven volver...


Volver... con la frente marchita,

Las nieves del tiempo platearon mi sien...

Sentir... que es un soplo la vida,

Que veinte años no es nada,

Que febril la mirada, errante en las sombras,

Te busca y te nombra.

Vivir... con el alma aferrada

A un dulce recuerdo

Que lloro otra vez...


Tengo miedo del encuentro

Con el pasado que vuelve

A enfrentarse con mi vida...

Tengo miedo de las noches

Que pobladas de recuerdos

Encadenan mi soñar...


Pero el viajero que huye

Tarde o temprano detiene su andar...

Y aunque el olvido, que todo destruye,

Haya matado mi vieja ilusion,

Guardo escondida una esperanza humilde

Que es toda la fortuna de mi corazón.


Volver... con la frente marchita,

Las nieves del tiempo platearon mi sien...

Sentir... que es un soplo la vida,

Que veinte años no es nada,

Que febril la mirada, errante en las sombras,

Te busca y te nombra.

Vivir... con el alma aferrada

A un dulce recuerdo

Que lloro otra vez...


Volver
Composição: Carlos Gardel, Alfredo Le Pera

Finalmente...

Consegui lembrar a senha do meu abandonado blog.